quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Leitura motivacional para estudantes

Saudações assombradas!
O tema desta mensagem é acerca de um livro publicitado recentemente e recomendado para o início deste novo ano lectivo.
Numa breve pesquisa efectuada,surgiu uma notícia de que um professor universitário e bancário chamado Jorge Rio Cardoso lançou em 2008 um livro para incentivar a ser bom aluno.
Como é lógico,já nada é de admirar e aqui fica a pergunta:como é que o autor na altura teve tempo de editar um guia para os estudantes se orientarem quando a vertente prática é a mais importante de tudo?Será que ele teve de abdicar?
Talvez ele não seja lá muito competente e em compensação resolveu arranjar este meio de alcançar os estudantes dando conselhos para tirar boas notas.O único detalhe é o facto da ferramenta ser destinada aos que já possuem um certo grau de "inteligência" e não quem tem negativas medíocres,além disso nem todos têm predisposição para ler tornando assim numa péssima forma de motivação porque no final de contas acaba por ser selectiva e hipócrita!
O calhamaço é o produto da experiência do docente enquanto jovem,ao invés de ter incluído uma compilação de visões e técnicas dos alunos brilhantes encontrados ao longo da carreira,pois um professor está num patamar superior,logo as dicas partilhadas são ao estilo pessoal e diferentes daquelas que fossem dadas por quem está dentro do assunto,salientando alguns tipos de personalidades que pesam imenso e do qual o autor não deve ter essa percepção.
O livro é mais um objectivo de obter lucros e deixa muito a desejar como profissional...o erro crasso é impôr um modelo de estudo através do guia e ainda por cima na época dele não havia tecnologias facilitadoras,sendo passível de causar confusão.
Não existe um exemplo ideal de motivação e sim circunstâncias,factores,hábitos e conselhos que podiam ser abordados para ajudar mas seria necessário receptividade.
O "Ser bom aluno:bora lá" é um protagonismo encapotado,certamente só incide na visão subjectiva do autor não sendo abrangente.
Em 2013 Jorge Rio Cardoso lançou outro livro intitulado "O professor do futuro",um guia destinado obviamente aos docentes para melhorarem as aulas.
Ora no excerto ele esqueceu-se de mencionar que não se deve ir lá pelo poder e preocupar-se com o salário (miserável) a receber no final do mês se a figura quiser ser valorizada,justamente a regra principal e refere que nesse livro ensina os alunos a identificar os bons professores...quer dizer,isto não faz sentido nenhum e pouco vai adiantar!
Geralmente eles é que costumam ser o cerne do problema por isso muitos aprendem mal e utilizam métodos de estudo inconvenientes ou então perdem o fio à meada mas esta parte continua a ser ignorada.
Também quem realmente precisa de saber infelizmente nunca vai chegar a ler esse livro!Era bom que o autor conseguisse convencer os professores efectivos (e conservadores) a cativar os alunos...esses são um grande obstáculo por não se adaptarem a um ensino moderno e aberto a mudanças positivas,andam metidos numa bolha.
Editar um guia motivacional para estudantes,foi escusado e de mau gosto:se ele cumprisse o seu papel,iria ter o bom-senso de não o ter publicado a fim de evitar esta injustiça de uns lerem e outros não e as palestras não são suficientes.
Essa leitura vai gerar discordância porque é proveniente de alguém que devia ter a prioridade de incentivar os alunos a tirarem notas altas em contexto de sala de aula,bem como ter o dever de divulgar o conhecimento e os truques de ensino aos docentes,tudo está relacionado e depois diz que fazia falta uma disciplina para aprender a estudar...é cada uma!E depende do gosto do aluno.
Por outro lado,não é assim que vai levantar um debate,daí a ironia do autor.
Em suma,o "Ser bom aluno:bora lá" é no fundo uma leitura desmotivacional para entender algo tão básico.

Sem comentários:

"O discurso é o rosto do espírito." Séneca
"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
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