terça-feira, 4 de setembro de 2018

A aplicação onde tudo pode acontecer

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Saudações desalmadas!
O tópico desta mensagem é sobre uma app de encontros.
Pela informação obtida após uma pesquisa efectuada,foi deparado entre alguns resultados um artigo de imprensa a propósito da "Happn",uma aplicação concorrente da "Tinder".
Desenvolvendo,é uma plataforma de encontros para dispositivo móvel super básico e visual onde se selecciona um membro por fotos.
Futuramente todos se vão concentrar nessas app's porque é o novo meio de conhecer pessoas em vez de ser directamente nas redes sociais (ou ao vivo) que lentamente se vão tornando no segundo plano...gente estranha e hipócrita muda a ordem das coisas.
Há motivos para se discordar da utilização do "Happn".Pelo que diz,se gostar de alguém pode-se interagir,ela vai receber o aviso desse utilizador e ainda decide se quer ou não conversar?!Muito mau gosto,como se não bastasse ser um amor não correspondido!É aconselhável principalmente para arranjar companhia e passar tempo a ver os tipos de pretendentes contudo há pessoas que se não se identificarem com outra,não assumem que escolhem pela aparência sendo extremamente superficial e seco neste sentido.
Uma psicóloga não devia ser permissiva defendendo esta ferramenta só para não parecer retrógrada!A opinião expressada é um autêntico paradoxo com a carreira;o profissional desta área como é um intermediário tem um papel de peso na consciencialização,logo convém discernir e não influenciar,alertando aos mais frágeis das desvantagens e do mau hábito que proporciona com ética mas actualmente as linhas já se esbateram,não estimulando o indivíduo a pensar duas vezes antes de meter nisso e a moral (ou a resolução) ficou ao critério de cada um.
Na aplicação apanha-se claramente um maior número de indivíduos disponíveis só não dá garantia de ser uma fonte segura.Os mapas vêm incluídos nos perfis que regista os locais por onde passa,sugere pessoas próximas por sistema de geolocalização e os que frequentam os mesmos sítios do qual activa-se automaticamente...sinistro!É preciso ter cautela no uso do GPS para não correr o risco de ser seguido através das pistas deixadas,até se não for automático.
O "Happn" destina-se àqueles que têm poucas hipóteses na realidade,ou seja,não favorece aos que mantêm pessoalmente um contacto vasto e alargado onde há facilidade de conhecer alguém em comum devido à receptividade e sim indicado para utilizadores com um círculo restrito de amizades.
Salientando o excerto do artigo:"Hoje já são poucos os que ficam "presos" ao companheiro atual.Esta é "uma transformação social e cultural de grande magnitude e positiva,sobretudo,quando as pessoal,na sua maioria mulheres,se viam forçadas a permanecer em relações disfuncionais e insatisfatórias por constrangimentos de várias ordens,até ao final da vida".Sinceramente,o que é que esta parte tem a ver com a plataforma?É absolutamente incompreensível e está descontextualizado do assunto.
Por outro lado,traz algumas barreiras,por exemplo:há pessoas que não procuram alguém para um relacionamento porque simplesmente não lhes apetece e querem se animar enquanto puderem e não tiverem estabilidade,por isso nem sempre é por causa de uma vida profissional preenchida;segundo,o utilizador pode aderir ao espaço por curiosidade sem nenhum objectivo concreto e último,muitos não escalam a conversa passo-a-passo porque não lhes assiste levando ao conformismo (ciclo vicioso).
As redes sociais no geral,não têm um propósito definido e a ferramenta neste ponto é positivo porque a "Happn" foi concebida especialmente para descobrir algum membro com preferências semelhantes através das funcionalidades para comunicar,ver quem é do agrado e não para ser usado para outros fins.
Comparar a plataforma com as centenas de caras e das pessoas que se vêem quando se sai à rua afirmando que todos olham para o físico e não o psicológico,é uma ideia errada e um tanto redutora apesar de haver razão!Numa certa altura não é o suficiente na lei da atracção e aqui neste caso trata-se a nível virtual,ambientes completamente diferentes.
Então e se o membro viver numa zona distante ou remota?A questão depende também da densidade populacional da região e das possibilidades que a "Happn" oferece.Por se ter aderido,não significa que esteja acessível...é um pormenor,ou seja,praticamente o serviço combina imagens,interacção por ícones,mensagens instantâneas e o percurso captado.
Tal como foi referido,a ferramenta recomenda-se ao público com dificuldade de conhecer alguém da cidade onde vive e está sozinho e isto revela uma falsa evolução,pelo contrário,o declínio nas relações interpessoais é mais acentuado!!!A importância atribuída à aplicação é lamentável:aquilo é uma espécie de jogo estilo caça ao tesouro com seres humanos para aliciar os membros a permanecerem na base de dados.
Logicamente que no fundo,a "Happn" possui uma faceta negativa,por exemplo:a plataforma móvel é um pronto a estabelecer conexão na palma da mão tal como era antigamente com as salas de chat online,o utilizador teclava/marcava encontros com desconhecidos pelo anonimato/às cegas só por letras.
Nas entrelinhas,o psicólogo não devia normalizar porque uma foto impede de ver o comportamento do membro...é sinal de andar desfasado e de falta de autoridade e de capacidade de explicar (ou de experiência) na abordagem da matéria das aplicações de encontro,daí disfarçar com um discurso alheio.
Por conseguinte,resta a dúvida:como se vai construir memórias no mar de uma galeria digital fugaz apresentada?
"O discurso é o rosto do espírito." Séneca

"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .