quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ser ou não ser?Eis a questão

O tema desta mensagem,vai ser sobre o conceito de maternidade.
Apesar dos tempos serem modernos,muitos continuam a desprezar gente sem filhos.O fenómeno é o reflexo nítido de que a aprendizagem parou na era pré-histórica.
Antes de desenvolver,quem arranja conflitos,estigmatiza e denigre o papel feminino,são as próprias mulheres!Tal como se sucedeu com a (re)definição dos padrões de beleza,onde a maioria defendia que só os corpos magros,caucasianos,altos são considerados saudáveis e mereciam ser mais bajulados.Quem não se encaixasse,corria o risco de ser rotulada de feia ou tinha baixa auto-estima porque lamentavelmente as que fogem do comum ainda são olhadas de lado e pouco destacadas nos meios de comunicação.
O mesmo aconteceu entre solteiros e comprometidos:houve quem dissesse que o compromisso mudava e amadurecia as pessoas.
Actualmente verifica-se exactamente o oposto - os comprometidos comportam-se de modo absolutamente imaturo,outros envolvem-se para preencher vazios,alcançar estatuto e há os ditos compromissos por convenção.
Portanto neste aspecto os solteiros saem a ganhar aos pontos,pois no geral são pessoas felizes e resolvidas.Um compromisso serve para quem sabe levar a vida a dois e não porque apetece.
Voltando agora ao tema,a maternidade não é diferente dos exemplos mencionados.
Parir e ser mãe não estão relacionados.Muitos pensam que uma mulher só se realiza e é plena depois de ter filhos,algo falso!Antigamente a figura feminina era oprimida pelo patriarcado e acreditava-se que só servia para procriar porque havia pouca instrução e tabu.Este pensamento primitivo prevaleceu durante décadas até contribuiu para entranhar um estereótipo.
Há inúmeras razões para se optar por filhos:uns satisfazem carências do passado,outros obedecem à vontade da família,há para o ego do casal,superar solidão,por capricho,cuidar na velhice e ainda para usufruir benefícios!É raro algum nascer por amor e que seja ensinado a viver em sociedade pois obviamente trazem más referências.
Quantas vezes quem optou por não ter filhos sabe tanto quanto um pai ou mãe mas nunca  é ouvido?Está a chegar uma época em que as opções precisam de ser urgentemente respeitadas em vez de se classificar de superior ou inferior.Este tipo de gente são as mesmas que queixam dos adolescentes,não dão regras em casa,bases sólidas,nunca explicam o certo e o errado,o bem e o mal,esperando a descendência se desenrascar sozinha.Possivelmente têm graves problemas de estrutura moral e emocional,desautorizam os professores por isso são os primeiros a atacarem os que não têm filhos.São dos permissivos e sobretudo parideiras egoístas.
É hora de romper barreiras e dos que não têm filhos começarem a serem levados a sério.Estes sabem guiar,compreendem melhor a situação e talvez um dia se sinta falta de haver um ombro amigo antes de ser tarde,em vez de se procurar uma porcaria de psicólogo:neles é escusado confiar,só baralham!!!
Por outro lado as mulheres parideiras (mãe/pai é profundo) que impedem as outras de falarem por não terem filhos,também devem ser as mesmas que são contra a adopção gay:crianças ironicamente concebidas e entregues às instituições por casais heteros!!!O preconceito é gigante e anda perigosamente camuflado.
Ser pai e mãe é assumir uma responsabilidade até ir à cova.Quem não o faz ou é desprovido de valores,na terceira idade vai sofrer as consequências cruéis de ser abandonado pelos filhos (ou alguém).
De longe,existem a espécie de pais a criticarem gratuitamente os filhos de terceiros mas a esses ninguém tem coragem de repreender...ah,pois é belo exemplo de  má-educação!Ser pai e mãe é para quem tem capacidade real,auto-conhecimento e equilíbrio de agirem como tal.O resto só cumpre a função de gerar.
Através do conceito de maternidade,descobre-se que a ignorância impera em muitas mentes!Trata-se tudo de ser ou não ser.
Termino com o provérbio:"em Terra de cegos,quem tem um olho é rei".

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"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
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