quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O comprimido da educação

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O tópico desta crónica é sobre a banalização da hiperactividade.
Recentemente,surgiu um artigo que chamou a atenção:a ritalina está a ser um medicamento bastante consumido.
Ora antes de desenvolver,são os próprios psiquiatras os principais culpados deste fenómeno.
Um hiperactivo é alguém sempre agitado,com dificuldades em "gastar a bateria" e que só está bem a meter constantemente com os outros,absolutamente diferente de ser maleducado.
Passa-se que actualmente não cabe aos professores aconselharem os pais das crianças a darem comprimidos à toa,eles não têm formação nenhuma no âmbito da psiquiatria para virem dizer que todas são hiperactivas quando os casos são excepcionais!!!Mesmo que a ritalina não tenha consequências,não é mascarando que se resolve um problema,a concentração tem de ser natural.
Os pais têm de as disciplinar e de as preparar para lidarem com horários extensos...elas podem usar esse argumento como desculpa para perturbarem as aulas e eles vão acreditar e medicarem desnecessariamente quando não apresentam sintomas de tal comportamento;eles não devem dar ouvidos a qualquer disparate e ensiná-las a ter resiliência.Por muito que custe não podem desistir!
Os professores jamais devem impingir a ritalina às crianças normais que simplesmente têm necessidade de brincarem e terem mais tempo livre:o psicofármaco serve para regular um défice de atenção e não para criar uma geração de crianças-rôbots em função dos estudos e notas altas.
Isto é uma forma arranjada para elas estarem caladas,justamente pelo motivo da maioria dos pais demitirem do seu papel e de lhes educarem.
O psicólogo deve diagnosticar se realmente a criança sofre de hiperactividade, se não estão a transformar num mero negócio,porque um profissional de saúde para além de ser cauteloso na análise,convém ter bom-senso...o pedopsiquiatra antes de receitar tem de saber primeiro se o dito transtorno é de ordem neuronal,caso contrário,estão a inventar doenças onde não existem como aconteceu com a depressão e no fim quem sai a lucrar é a indústria farmacêutica.
Depois vai haver uma altura no caminho em que podem ficar viciadas,se o uso não for controlado:a inteligência não provém de um comprimido,isso é mentira fabricada para venderem e alimentarem um falso princípio!
Também já foi com a memória e não resulta nada.As pessoas procuram um método eficiente por preguiça de estimularem o cérebro,por dar trabalho e eles apenas aproveitam dessa fragilidade para enganarem quando depende muito das capacidades cognitivas de cada um,não é um psicofármaco que vai aumentar o desempenho intelectual da criança.
Do outro lado,os pais devem evitar que elas consumam alimentos açucarados porque disparam os níveis de adrenalina.É importante consciencializar dos efeitos na infância,há muitos que andam mal informados achando ser algo insignificante na idade do crescimento,portanto há determinados hábitos a serem revistos,reflectidos e alterados de modo a trazer benefícios na saúde mental.
É preocupante chegar ao ponto de banalizar a hiperactividade...os pais têm de aprender a identificar os sinais e não serem influenciados pelos discursos dos professores,que certamente são ignorantes em relação a este assunto e estão a cometer um erro crasso ao generalizar.
A notícia é a "gota de água" para as crianças começarem a ter regras vindas de casa,ao invés de ser através de medicação.
Terminando a mensagem,um comprimido não fornece educação isso revela um desespero enorme em formatar o amadurecimento psíquico da infância.

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"O discurso é o rosto do espírito." Séneca
"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
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