domingo, 13 de março de 2016

Obra do demónio

Esta crónica vai ser um desenvolvimento acerca do papel que a religião tem vindo a desempenhar neste século.
Tem circulado uma notícia de um padre que lançou o jogo dos pastorinhos para crianças,ou seja,uma aplicação para descarregar na appstore ou no google play.
O artigo,de causar indisposição,confirma porque a religião é cada vez mais mal-vista por muita gente,absolutamente desvalorizada e os padres a aderirem à onda das modernices para romperem a ideia do antiquado ainda prevalecida.
O jogo é uma forma de incentivar as crianças a rezarem o rosário e a saber a história das aparições,quando o dever de instruir cabe à catequese;o paradoxo é colossal das pregações da igreja e revela o abuso da autoridade.
Sempre se dizia que não se deve brincar com o sagrado e que a religião é para se respeitar,chega agora este vice-reitor desprezível e inventa um jogo de Fátima com o intuito do público infantil ficar agarrado ao ecrã?!As famílias vão perder de vez o controlo das crianças,pois vai ser difícil travá-las devido ao aspecto lúdico,enquanto esse feiticeiro do diabo aplaude o negócio a expandir e está convencido do seu sucesso.Tudo exactamente o oposto da mensagem que se pretende transmitir.
Citando a entrevista,o autor não responde directamente à pergunta do jornalista "francamente,não vejo onde possa estar o risco,antes de serem beatos,os pastorinhos foram crianças,que gostavam de brincar" mas não era com figuras religiosas e depois afirma "se as crianças se divertirem com o jogo electrónico,tanto melhor" significa que acabou a seriedade incutida e os costumes morais.
O mesmo acontece nos adultos com as aplicações para acompanhar as orações e difundir o catolicismo através das plataformas digitais de comunicação:é por estas razões que os fiéis se acomodam e desistem de ir à igreja por pensarem que substitui o ambiente real e os sermões.
O meio mais poderoso e intemporal de cristianismo continua a ser a bíblia,o resto são obras do demónio para afastar as "almas" do caminho de Deus,até porque é de lembrar que dentro da igreja há padres hereges e outros a cumprirem verdadeiramente as suas responsabilidades de cultivar a fé religiosa.
As crianças não deviam ter nenhum tipo de aplicativo.Alcançar este ponto é gravíssimo,praticamente estão a ser robotizadas.Elas vão inevitavelmente aceder à tecnologia quando deviam estar proibidas.Os filtros não as vão salvar,a curiosidade vai ser constante e a lógica do feiticeiro é deveramente errada e absurda.
Do outro lado,ele vai contra os conselhos dados pelos psicólogos e aqui se nota a asneira desmedidamente descomunal:o aplicativo não tem o mesmo impacto da educação moral cristã ao vivo (escola,colégio,igreja e até escuteiros).Por mais actual que seja,é muito diferente a começar pelo isolamento e vício desde tenra idade.
Não se devia permitir tamanha liberdade ao clero,há que ter discernimento até onde um determinado método do ensino religioso é aceitável.Assim leva-se a crer que Fátima (ou a religião) é uma fraude para gerar lucro aos membros que lá vivem.Se fosse outra pessoa a ter lançado algo parecido,seria alvo de polémica e condenado vorazmente em praça pública mas como é um vice-reitor,todos estão calados.
Aproveita-se também para ressaltar que as escrituras estão todas a bater certo desta era tão insana.
As crianças precisam de conviver em sociedade e além de mais,nem todas tem possibilidades de ter luxos.Enfim,o jogo no fundo é um apelo à profanação.
Os santos não estão presentes na internet nem nas aplicações e nesta parte convém explicar o papel relevante da oração.
Estes jogos criados são incrivelmente de mau gosto e não passa de uma estratégia para atrair fiéis mais ignorantes.
Resumindo o tema,há líderes religiosos que fazem obras do demónio.

Sem comentários:

"O discurso é o rosto do espírito." Séneca
"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .