quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Parece que o tempo parou

Parece que o tempo parou
nenhuma lágrima 
desliza em meu rosto
Só olho para o céu e fico encantada
Ao ver os raios de sol
Tocar as nuvens
Acordando-as para um novo dia
Dias seguintes,dias incertos
Que matam-me lentamente
E só a natureza me resgata
Enquanto os dias passam 
Apressando meu fim...
Um silêncio delirante
Abriga agora a minha mente
Nenhuma lágrima a cair
Nenhum sorriso a desejar
Não adianta tentar entender
Pois,nenhuma verdade
Irá me surpreender.
Vejo a sombra cobrir a lua
E o arrepio me envolve
Como o vento tocando as árvores
Na madrugada fria
Nenhuma lágrima a cair
Nenhum sorriso a desejar
Noturna e guerreira
É minha alma
Enraizada no solo fúnebre
Caminhando sem pressa
E as vezes tropeçando
Ou afogando-se em lágrimas...

Carol Silva
"O discurso é o rosto do espírito." Séneca
"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .