Saudações sinistras!
O tópico desta mensagem é sobre verificação de factos.
Foi deparado um artigo curioso a incidir na solução contra a desinformação do qual se discorda completamente.
Ora o projecto é discutível,pois vai empobrecer ainda mais os jornalistas ao substituir a verificação manual pela automatizada.
Tecendo uma dissertação,a afirmação de que envolve tempo e recursos é uma justificação para encobrir a falta de profissionais formados em retórica,optando por um meio de faz-de-conta que auxilia a detectar os dados,apresentando um resumo e o irónico é ter desenvolvido em inglês:porque será?Porque em português da perspectiva da investigadora informática não compensa.
Há notícias falsas que são disseminadas online pelos próprios mecanismos automatizados e há notícias falsas criadas pelo imediatismo do momento que é comum.Só é preciso saber distinguir:neste caso ocorre devido à concorrência de fontes que torna num pronto a viralizar,por vezes com fins de entretenimento ou de publicidade enquanto que no primeiro são simplificadas,nocivas e até difíceis de controlar.
Confirmar se uma edição é autêntica não é um hobby,é prestar serviço de informação de qualidade,do contrário,conduz a juízos errados reforçando convicções.É esta a razão principal de ser importante haver pensadores éticos que são a base da investigação e que fundamentam os argumentos:esse projecto só treina consoante a matéria disponibilizada pelas fontes.
Além de ser oportunista,foi inconsequente.
A ferramenta de pouco ou nada vai valer,já que não acompanha o nível de sofisticação e sim de veracidade,ou seja,ditaduras de opinião camufladas de verdades e seguras de serem lidas pela audiência!!!E em seguida os jornalistas classificam de notícias fiáveis porque como a margem de comparação é reduzida,vê-se melhor se determinado excerto é aceitável ou não.Portanto,não se trata de lógica e sim de vontades de vender notícias enquadradas no que é socialmente favorável pela maioria,beneficiando neste sentido a avaliação das evidências que acharem necessárias.O único risco é de haver obviamente informação polarizada,pois recorrer à inteligência artificial não significa competência e sim um modo de aldrabar trabalhos complexos com conteúdo previsível e isto implica ir de mal a pior.
No fundo é uma revisão leviana e primária que não acrescenta pontos de vista,apenas sugere a identificação solicitada pelo jornalista para ver se é correspondente com a pesquisa pretendida.
Sem o exercício de raciocinar não se pode chegar a uma conclusão clara e as pistas inseridas são insuficientes:os jornalistas só vão buscar impressões e fragmentos de texto,iludindo a quem está alheio desta área ou faz a mínima ideia de como funciona sendo sem dúvida um detalhe altamente decepcionante que influencia em peso a visibilidade da notícia.
Por outro lado,a iniciativa retira capacidade crítica,aumentando as más interpretações nomeadamente clichés.O bom senso não gera modelo de negócio:o público é atraído pela indignação constante fabricada e o algoritmo entrega conscientemente.Os profissionais de imprensa usam o sistema de inteligência artificial por desespero e distrair da realidade é a palavra de ordem.
Se continuar assim,eles também vão ficar com o cérebro viciado e mal-habituados...é uma questão de evitar mexer no que já foi falado porque são boatos que metem a circular e o organismo de verificação de factos foi inventado com o intuito de baralhar a cabeça dos leitores só que ninguém notou!É justamente uma actividade de ocupar os licenciados em comunicação social mandando fiscalizar narrativas que suscitem falácias:eis o dilema!
Longe de estar associada ao escrutínio e sim em plagiar no que der lucro às editoras!!!Daí o investimento na tecnologia digital para obter respostas práticas.
Quem embarca no "navio" da IA tem de estar preparado para lidar com a série de problemas que a ferramenta carrega e é extremamente negativo para o consumo de informação...a estratégia dos investigadores consiste em defender os gostos das massas,desencadeando reacções.Logo os profissionais estão-se a lixar para as desvantagens,desde que encontrem algo que se concorde não hesitam em emitir no ar.
O segredo da ferramenta ser utilitária é por acarretar custos baixos para a carreira:eles não têm noção do perigo para a democracia!Só pode sair quando se garante ser legítima e o enunciado está registado,se não é uma verificação de factos efémera.
O projecto concebido que vem mencionado,é o sucesso dos programadores:são eles que entendem o assunto,o resto é percepção deturpada da verificabilidade.
E a fechar,termina-se com a citação:"quando se inventa o navio,também se inventa o naufrágio". (Paul Virilio - filósofo francês)










