Este tópico é sobre a aquisição de conhecimento escolar.
Foi deparado um artigo a propósito de conteúdos educativos.
Tecendo uma análise,o estudo é uma mera constatação de facto.O que não é normal é um professor apoiar esta visão:ele foi conformado e ignorante e isso é negativo,pois os vídeos não substituem as explicações.
O problema dos dados apresentados neste caso é ser no geral,logo não dá para saber que criadores os pais seguem para tamanha aprovação...talvez foram influenciados a concordarem por serem betinhos.
A afirmação de Filipa Brigola foi oportunista,porque primeiro:quem disponibiliza um suporte académico,são os profissionais na área ou entendidos na matéria que dominam o que transmitem e obviamente nem todos são sérios ou aptos;segundo,os pais que consideram um pilar fundamental no percurso mal incentivam o pensamento crítico!É certo que se retira benefícios,no entanto é um apoio básico indicado aos miúdos distraídos nas aulas e com dificuldades,de modo a clarificar e a terem noção do que estão a aprender.Infelizmente este meio não favorece os espertos por serem rápidos a memorizar e em terceiro lugar,aprender através do Youtube é barato.
O último parágrafo levanta dúvidas em relação em lançar um guia para criadores adolescentes:é totalmente antagónico ao que se exige na prática nos dias que correm,colidindo com os valores morais para ter acesso à plataforma.Por outro lado,como é possível ajudar os produtores de conteúdo portugueses a incutirem a resiliência desde cedo?Não é fácil abordar este tema sem envolver psicólogos ou narrativas secas das sociedades contemporâneas que aligeiram ou relativizam as situações...o único objectivo real é cumprir o dito programa das organizações,o resto é hipocrisia apregoada a fim de aderirem em massa ao Youtube.Entretanto,as referências cá em Portugal são escassas em termos de educação.
Ora desenvolvendo,é importante frisar que o Youtube é um servidor internacional.
A plataforma é na verdade um espaço privado com aparência pública administrado por uma corporação que define regras,visibilidade e limites.Não é governada por princípios políticos ou éticos mas por métricas comerciais a simular uma ágora digital!
Actualmente está-se numa fase de transformação profunda do qual o algoritmo foca na retenção e sessão,priorizando vídeos que mantêm o utilizador na plataforma e destaca a criação de sequências de conteúdo.A autenticidade,a satisfação e a qualidade têm mais hipóteses de fazer sucesso do que encher o canal de vídeos formatados,ou seja,a IA é a ferramenta chave para o alcance das visualizações e da originalidade e mais uma vez trata-se de uma estratégia de capitalismo,pois sem publicidade eles desmotivam-se para editar algo:precisamente por ser trabalhoso,já se vai com a intenção de serem partilhados ou de ganharem dinheiro porque sem compensação é inútil.
A comunicação torna-se directa e difusa pelo uso distorcido da liberdade e a presença dos consumidores jovens,desvinculada.
Voltando ao cerne,o fenómeno das "bolhas" estranhamente não foi mencionada.Aquilo que eles procuram só vai dividir e fragmentar a atenção!!!
É uma estupidez glorificar este recurso,pois passa a impressão de nivelar por baixo no ensino,quando no fundo eles recorrem para tentar se ajustar aos alunos bons numa determinada disciplina.A questão é preocupante e vai longe,até pode ser um alerta no aproveitamento,por exemplo:ocultar o desempenho na avaliação ou notas entre medianas a medíocres e neste sentido aconselha-se aos pais a não permitirem a dependência de vídeos do Youtube,contudo são excepções.
Portanto é um exagero,a não ser que sofram de lacunas nem sempre detectadas,o ideal seria dizer que usam como actividade dos exercícios mandados pelos professores.
Alinhar neste modelo de aprendizagem é subjectivo,recomendar de ânimo leve também não é a solução,pois os pais menos informados ocupam-se em acompanhar conteúdos corriqueiros a acharem que são didácticos e vantajosos para os miúdos e acontece que se baralha por falta de experiência ou por não seleccionar o vídeo adequado aos filhos e neste ponto devem ser conscientes e participarem melhor na educação porque o consumo de conteúdos vagos e pouco pedagógicos dispara nas mãos dos que detêm maior autonomia,sendo prejudicial quando não há auto-controlo.








