domingo, 20 de setembro de 2026

A ironia da nuvem soberana

Este tópico é acerca da proposta da nuvem soberana.
Foi deparado um artigo em relação ao documento da tão aguardada infraestrutura.
A ideia é controversa:enquanto o país estiver dependente da UE e outras fontes externas a deterem o monopólio digital,vai ser uma soberania condicionada!!!
Pelo que foi constatado,não existe nenhuma informação disponibilizada deste plano estratégico,pelo que trata-se de uma hipótese teoricamente aprovada para a transformação e reforma tecnológica do Estado contudo,o problema foi abordar de modo geral.
Ora analisando o pdf descarregado nesse link com cerca de catorze páginas,o sistema de computação adoptado na administração pública é razoável.
Na página 6 já erraram ao apresentar um esquema de classificação dos diferentes níveis de exigência de dados,ou seja,todos são iguais e estão no mesmo patamar de segurança,excepto os básicos.
Para pôr em acção,vai uma discrepância significativa até porque há um histórico de pendências em várias vertentes dentro desta área.
No fim,só aparece listado a formação de profissionais em soberania digital,deixando dúvidas de como se vai dotar e captar especialistas.Citando as duas alíneas:"Formação de,pelo menos,10% dos especialistas de informática da administração pública em soberania digital até 2028" e "Formação de,pelo menos,1000 dirigentes e gestores de projecto da administração pública em soberania digital até 2030".São metas particularmente curiosas elaboradas pelo conselho de ministros.
Determinou-se perfis dificéis de serem encontrados.Neste caso,há poucos especialistas em soberania digital:como é que se vai conseguir formar em curto prazo?É absolutamente irreal!!!
A maioria dos que trabalham em informática na administração pública,tem fraco conhecimento e são formatados para saberem aquilo que convém no desempenho,havendo um fosso entre ser entendido e ser experiente que é comum e confundido com alguém competente,do qual infelizmente nem todos estão vocacionados para ocuparem o cargo,pois é preciso ter primeiro um curso e só depois ascender à especialização...este método é superficial e enganoso que só serve para controlar os profissionais,carimbando com o falso rótulo de "especialistas",devido à imposição e obviamente não pode ser cumprida justamente por ser relativa!
Quanto à formação de mil dirigentes e gestores de projecto,já é mais viável:operar e manter a nuvem requer competência técnica e funcional e neste requisito as condições estão favoráveis,aliás é recomendável que se comece por cima na hierarquia e não ao contrário.
As qualificações em soberania são relevantes para a ordem e identidade do Estado.Actualmente o mercado laboral situa-se no nível inferior de consolidação de dados de empresas,havendo líderes que nem sequer são capazes de compreender o alojamento digital próprio porque certamente usam truques para facilitar a procura e contam com sofisticação da inteligência artificial para puderem ser flexíveis e ficarem livres de sobrecargas:esta infraestrutura só vai acrescentar burocracia,por norma eles andam mal-habituados e nesta parte ter autonomia é fundamental para a máxima eficácia!
A ARTE e a CNCS são as entidades responsáveis pela gestão de recursos humanos.
Voltando ao início,o plano no fundo é um tapa-buraco para os coordenadores se entreterem a regular as empresas,visto não terem nada para fazer...é uma questão de passar a impressão de inovação quando paradoxalmente se despreza a degradação do sector:portanto é um investimento mal canalizado e exagerado,típico do socialismo que não permite progressos e onde se compensa ser esperto e fingir que se tem noção de encriptação e na verdade ser desenquadrado no projecto!A desvantagem é perder capital em detrimento da componente utilitária.
Ser gestor de projecto é meramente um estatuto inventado porém é estranho não se esclarecer onde esta actividade vai ser exercida...o intuito é empregar oportunistas com baixo Q.I. a mandarem nos que têm uma visão âmpla de soberania digital para disfarçar a ignorância neste domínio,deturpando a definição da vaga:a nuvem é uma ocasião para reciclar carreiras.
Continuando,por um lado o plano é imaturo porque acompanha uma fase primária e diluída da tecnologia digital,por outro lado é excelente ter um servidor especial só para a administração pública,assim iria ser acesso restrito aos profissionais credenciados.
A lógica deles é pura brincadeira e a sugestão também não é nenhuma novidade,simplesmente é uma especulação.
Resumindo:a estratégia é efémera pois não existe organização suficiente para garantir a matéria-prima das empresas,tornando o país atrasado e longe da vanguarda digital!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Caderneta de cromos

Este tópico é sobre o sucesso da caderneta de cromos.
Foi deparado um artigo que se discorda totalmente.
Pelas informações disponibilizadas,a edição deste ano é exigente por causa do formato do torneio:há maior número de equipas e jogadores que significa muitas páginas para preencher e dinheiro gasto.
Em alturas de campeonato,cumpre-se o ritual que une gerações em comprar as saquetas e a correr de tabacaria em tabacaria provocando ruptura de stock.
Trocar duplicados torna-se num jogo de resistência e este ano atinge custos dignos de um verdadeiro mercado de transferências.
É irónico entender melhor a caderneta de cromos que temáticas mais sérias:a dedicação e os cuidados a ter são o equivalente a manusear uma relíquia banhada a ouro,o que é absurdamente ridículo!!!
O mundial de futebol traz este fenómeno para o ambiente digital,a multiplicar vídeos de criadores "especializados" exclusivamente neste assunto.
Ora tecendo uma análise,a caderneta é ideal para promover um arquivo histórico de grunhos e plantéis pois o negócio só serve para enriquecer chungas analfabetos em campo.
Os fornecedores deixam propositadamente sem capacidade de resposta porque sabem quando a procura é alta,a oferta é baixa e que nem todos os fãs conseguem completar a colecção justamente por ser uma estratégia de marketing da FIFA,de modo a impulsionar publicidade.
Vender merchandising rende concorrência às empresas para comporem o cenário de terem adeptos a aderirem e só uma pequena parte costuma ser a visualização nos ecrãs e as emoções.
É o resultado quando se tem "três ervilhas" no lugar do cérebro atrai-se obviamente público de qualquer perfil e estrato social,mesmo havendo desigualdades nota-se que as pessoas quiseram obter porque dá pouco esforço pensar e por serem irracionais.Geralmente indivíduos intelectualmente inferiores preferem colecionar coisas imediatas e descartáveis,por proporcionar uma sensação de segurança e conquista nas mãos pela popularidade do momento...é a glorificação suprema da ignorância!
As cadernetas têm êxito enquanto prevalecer o culto futebolístico,do contrário, iria ser destinado aos nichos de fanáticos e lastimavelmente a sociedade favorece a ganância,independentemente de serem adquiridos nos pontos oficiais ou por meios de fraude:de todos os passatempos,é o mais intrigante pois o indivíduo promove a obsessão por tacanhez e mediocridade...a longo prazo este investimento já não vai ter futuro,está na hora de despertar-consciências a não ser que estejam a estudar para treinadores de bancada,isso só interessa às marcas registadas para gerar receitas.Este tipo de indivíduos precisam de controlar para se situarem acerca da taça do mundo,ou seja,a caderneta é um resumo visual do evento!A única função é contribuir para o apodrecimento cerebral.
Actualmente assiste-se à plena elitização do futebol que compete directamente com o entretenimento globalizado,logo há clubes e empresas patrocinadoras que detêm o poder do tráfico de influências e determinam o cachê por cada jornada, há portanto contratos do qual a política não se mete por uma questão de sigilo...tudo depende dos organizadores e não dos adeptos e a caderneta de cromos é o produto daquilo que incutem como consumo de cultura.
O sistema é absolutamente corrupto:se diminuíssem os ordenados exorbitantes que eles recebem,iria sobrar financiamento para outros sectores precarizados,o mesmo dos dirigentes políticos com vista a reduzir o parasitismo e canalizar profissionais para carreiras de menor visibilidade e para os quais há falta de mão-de-obra,principalmente agora que a IA anda a roubar trabalhos!!!
Era engraçado se houvesse também uma caderneta versão políticos,porém o futebol está acima do que nos governa e é importante,além disso é arriscado gozar com deputados e existe escrutínio (até à fase tolerável/moderada é permitido exprimir e soltar alarvidades) enquanto que na bola os fanáticos são livres de dizerem o que lhes apetece:é uma autêntica chularia embrulhada sob a forma de espectáculo de massas onde se perdeu a genuinidade da maioria do povo para ser só actuação de quem é sócio desta máfia.
Voltando ao cerne,a caderneta é uma nulidade.
O colecionismo classifica-se numa escala do extremamente útil ao neutro e no meio encontra-se o equilíbrio,isto enquadra-se na categoria de colecção hedonista.
Curiosamente coincide com a modificação do emblema da Federação Portuguesa de Futebol,do qual reduz o símbolo nacional a um mero design rasco,retirando a cruz da ordem de Cristo:onde é que já se viu uma coisa destas?Não é modernizar,é apagar a identidade e a fidelidade à honra e por algum motivo este crime passa impune o que é grave!
Os discursos patrióticos são hipócritas perante as circunstâncias ocorridas:não é fácil afirmar onde há censuras devido à ditadura do politicamente correcto e se incentiva a subir na horizontal como aqui se constata:há hierarquias a serem obedecidas e estruturas estabelecidas que jamais devem ser desprezadas contudo são acções predominantemente de agendas esquerdistas.
Resumindo,a caderneta de cromos na prática não é um legado e sim uma acumulação de dívidas.

sábado, 16 de maio de 2026

O Youtube é uma escola?

Este tópico é sobre a aquisição de conhecimento escolar.
Foi deparado um artigo a propósito de conteúdos educativos.
Tecendo uma análise,o estudo é uma mera constatação de facto.O que não é normal é um professor apoiar esta visão:ele foi conformado e ignorante e isso é negativo,pois os vídeos não substituem as explicações.
O problema dos dados apresentados neste caso é ser no geral,logo não dá para saber que criadores os pais seguem para tamanha aprovação...talvez foram influenciados a concordarem por serem betinhos.
A afirmação de Filipa Brigola foi oportunista,porque primeiro:quem disponibiliza um suporte académico,são os profissionais na área ou entendidos na matéria que dominam o que transmitem e obviamente nem todos são sérios ou aptos;segundo,os pais que consideram um pilar fundamental no percurso mal incentivam o pensamento crítico!É certo que se retira benefícios,no entanto é um apoio básico indicado aos miúdos distraídos nas aulas e com dificuldades,de modo a clarificar e a terem noção do que estão a aprender.Infelizmente este meio não favorece os competitivos por serem convencionais e rápidos a memorizar e em terceiro lugar,aprender através do Youtube é barato e sobretudo,líquido.
O último parágrafo levanta dúvidas em relação em lançar um guia para criadores adolescentes:é totalmente antagónico ao que se exige na prática nos dias que correm,colidindo com os valores morais para ter acesso à plataforma.Por outro lado,como é possível ajudar os produtores de conteúdo portugueses a incutirem a resiliência desde cedo?Não é fácil abordar este tema sem envolver psicólogos ou narrativas secas das sociedades contemporâneas que aligeiram ou relativizam as situações...o único objectivo real é cumprir o dito programa das organizações,o resto é hipocrisia apregoada a fim de aderirem em massa ao Youtube.Entretanto,as referências cá em Portugal são escassas em termos de educação.
Ora desenvolvendo,é importante frisar que o Youtube é um servidor internacional.
A plataforma é na verdade um espaço privado com aparência pública administrado por uma corporação que define regras,visibilidade e limites.Não é governada por princípios políticos ou éticos mas por métricas comerciais a simular uma ágora digital!
Actualmente está-se numa fase de transformação profunda do qual o algoritmo foca na retenção e sessão,priorizando vídeos que mantêm o utilizador na plataforma e destaca a criação de sequências de conteúdo.A autenticidade,a satisfação e a qualidade têm mais hipóteses de fazer sucesso do que encher o canal de vídeos formatados,ou seja,a IA é a ferramenta chave para o alcance das visualizações e da originalidade e mais uma vez trata-se de uma estratégia de capitalismo,pois sem publicidade eles desmotivam-se para editar algo:precisamente por ser trabalhoso,já se vai com a intenção de serem partilhados ou de ganharem dinheiro porque sem compensação é inútil.
A comunicação torna-se directa e difusa pelo uso distorcido da liberdade e a presença dos consumidores jovens,desvinculada.
Voltando ao cerne,o fenómeno das "bolhas" estranhamente não foi mencionada.Aquilo que eles procuram só vai dividir e fragmentar a atenção!!!
É uma estupidez glorificar este recurso,pois passa a impressão de nivelar por baixo no ensino,quando no fundo eles recorrem para tentar se ajustar aos alunos bons numa determinada disciplina.A questão é preocupante e vai longe,até pode ser um alerta no aproveitamento,por exemplo:ocultar o desempenho na avaliação ou notas entre medianas a medíocres e neste sentido aconselha-se aos pais a não permitirem a dependência de vídeos do Youtube,contudo são excepções.
Portanto é um exagero,a não ser que sofram de lacunas nem sempre detectadas,o ideal seria dizer que usam como actividade dos exercícios mandados pelos professores.
Alinhar neste modelo de aprendizagem é subjectivo,recomendar de ânimo leve também não é a solução,pois os pais menos informados ocupam-se em acompanhar conteúdos corriqueiros a acharem que são didácticos e vantajosos para os miúdos e acontece que se baralha por falta de experiência ou por não seleccionar o vídeo adequado aos filhos e neste ponto devem ser conscientes e participarem melhor na educação porque o consumo de conteúdos vagos e pouco pedagógicos dispara nas mãos dos que detêm maior autonomia,sendo prejudicial quando não há auto-controlo.

sábado, 4 de abril de 2026

O dilema da verificação de factos

Saudações sinistras!
O tópico desta mensagem é sobre verificação de factos.
Foi deparado um artigo curioso a incidir na solução contra a desinformação do qual se discorda completamente.
Ora o projecto é discutível,pois vai empobrecer ainda mais os jornalistas ao substituir a verificação manual pela automatizada.
Tecendo uma dissertação,a afirmação de que envolve tempo e recursos é uma justificação para encobrir a falta de profissionais formados em retórica,optando por um meio de faz-de-conta que auxilia a detectar os dados,apresentando um resumo e o irónico é ter desenvolvido em inglês:porque será?Porque em português da perspectiva da investigadora informática não compensa.
Há notícias falsas que são disseminadas online pelos próprios mecanismos automatizados e há notícias falsas criadas pelo imediatismo do momento que é comum.Só é preciso saber distinguir:neste caso ocorre devido à concorrência de fontes que torna num pronto a viralizar,por vezes com fins de entretenimento ou de publicidade enquanto que no primeiro são simplificadas,nocivas e até difíceis de controlar.
Confirmar se uma edição é autêntica não é um hobby,é prestar serviço de informação de qualidade,do contrário,conduz a juízos errados reforçando convicções.É esta a razão principal de ser importante haver pensadores éticos que são a base da investigação e que fundamentam os argumentos:esse projecto só treina consoante a matéria disponibilizada pelas fontes.
Além de ser oportunista,foi inconsequente.
A ferramenta de pouco ou nada vai valer,já que não acompanha o nível de sofisticação e sim de veracidade,ou seja,ditaduras de opinião camufladas de verdades e seguras de serem lidas pela audiência!!!E em seguida os jornalistas classificam de notícias fiáveis porque como a margem de comparação é reduzida,vê-se melhor se determinado excerto é aceitável ou não.Portanto,não se trata de lógica e sim de vontades de vender notícias enquadradas no que é socialmente favorável pela maioria,beneficiando neste sentido a avaliação das evidências que acharem necessárias.O único risco é de haver obviamente informação polarizada,pois recorrer à inteligência artificial não significa competência e sim um modo de aldrabar trabalhos complexos com conteúdo previsível e isto implica ir de mal a pior.
No fundo é uma revisão leviana e primária que não acrescenta pontos de vista,apenas sugere a identificação solicitada pelo jornalista para ver se é correspondente com a pesquisa pretendida.
Sem o exercício de raciocinar não se pode chegar a uma conclusão clara e as pistas inseridas são insuficientes:os jornalistas só vão buscar impressões e fragmentos de texto,iludindo a quem está alheio desta área ou faz a mínima ideia de como funciona sendo sem dúvida um detalhe altamente decepcionante que influencia em peso a visibilidade da notícia.
Por outro lado,a iniciativa retira capacidade crítica,aumentando as más interpretações nomeadamente clichés.O bom senso não gera modelo de negócio:o público é atraído pela indignação constante fabricada e o algoritmo entrega conscientemente.Os profissionais de imprensa usam o sistema de inteligência artificial por desespero e distrair da realidade é a palavra de ordem.
Se continuar assim,eles também vão ficar com o cérebro viciado e mal-habituados...é uma questão de evitar mexer no que já foi falado porque são boatos que metem a circular e o organismo de verificação de factos foi inventado com o intuito de baralhar a cabeça dos leitores só que ninguém notou!É justamente uma actividade de ocupar os licenciados em comunicação social mandando fiscalizar narrativas que suscitem falácias:eis o dilema!
Longe de estar associada ao escrutínio e sim em plagiar no que der lucro às editoras!!!Daí o investimento na tecnologia digital para obter respostas práticas.
Quem embarca no "navio" da IA tem de estar preparado para lidar com a série de problemas que a ferramenta carrega e é extremamente negativo para o consumo de informação...a estratégia dos investigadores consiste em defender os gostos das massas,desencadeando reacções.Logo os profissionais estão-se a lixar para as desvantagens,desde que encontrem algo que se concorde não hesitam em emitir no ar.
O segredo da ferramenta ser utilitária é por acarretar custos baixos para a carreira:eles não têm noção do perigo para a democracia!Só pode sair quando se garante ser legítima e o enunciado está registado,se não é uma verificação de factos efémera.
O projecto concebido que vem mencionado,é o sucesso dos programadores:são eles que entendem o assunto,o resto é percepção deturpada da verificabilidade.
E a fechar,termina-se com a citação:"quando se inventa o navio,também se inventa o naufrágio". (Paul Virilio - filósofo francês)

"O discurso é o rosto do espírito." Séneca

"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .