sábado, 16 de maio de 2026

O Youtube é uma escola?

Este tópico é sobre a aquisição de conhecimento escolar.
Foi deparado um artigo a propósito de conteúdos educativos.
Tecendo uma análise,o estudo é uma mera constatação de facto.O que não é normal é um professor apoiar esta visão:ele foi conformado e ignorante e isso é negativo,pois os vídeos não substituem as explicações.
O problema dos dados apresentados neste caso é ser no geral,logo não dá para saber que criadores os pais seguem para tamanha aprovação...talvez foram influenciados a concordarem por serem betinhos.
A afirmação de Filipa Brigola foi oportunista,porque primeiro:quem disponibiliza um suporte académico,são os profissionais na área ou entendidos na matéria que dominam o que transmitem e obviamente nem todos são sérios ou aptos;segundo,os pais que consideram um pilar fundamental no percurso mal incentivam o pensamento crítico!É certo que se retira benefícios,no entanto é um apoio básico indicado aos miúdos distraídos nas aulas e com dificuldades,de modo a clarificar e a terem noção do que estão a aprender.Infelizmente este meio não favorece os competitivos por serem convencionais e rápidos a memorizar e em terceiro lugar,aprender através do Youtube é barato e sobretudo,líquido.
O último parágrafo levanta dúvidas em relação em lançar um guia para criadores adolescentes:é totalmente antagónico ao que se exige na prática nos dias que correm,colidindo com os valores morais para ter acesso à plataforma.Por outro lado,como é possível ajudar os produtores de conteúdo portugueses a incutirem a resiliência desde cedo?Não é fácil abordar este tema sem envolver psicólogos ou narrativas secas das sociedades contemporâneas que aligeiram ou relativizam as situações...o único objectivo real é cumprir o dito programa das organizações,o resto é hipocrisia apregoada a fim de aderirem em massa ao Youtube.Entretanto,as referências cá em Portugal são escassas em termos de educação.
Ora desenvolvendo,é importante frisar que o Youtube é um servidor internacional.
A plataforma é na verdade um espaço privado com aparência pública administrado por uma corporação que define regras,visibilidade e limites.Não é governada por princípios políticos ou éticos mas por métricas comerciais a simular uma ágora digital!
Actualmente está-se numa fase de transformação profunda do qual o algoritmo foca na retenção e sessão,priorizando vídeos que mantêm o utilizador na plataforma e destaca a criação de sequências de conteúdo.A autenticidade,a satisfação e a qualidade têm mais hipóteses de fazer sucesso do que encher o canal de vídeos formatados,ou seja,a IA é a ferramenta chave para o alcance das visualizações e da originalidade e mais uma vez trata-se de uma estratégia de capitalismo,pois sem publicidade eles desmotivam-se para editar algo:precisamente por ser trabalhoso,já se vai com a intenção de serem partilhados ou de ganharem dinheiro porque sem compensação é inútil.
A comunicação torna-se directa e difusa pelo uso distorcido da liberdade e a presença dos consumidores jovens,desvinculada.
Voltando ao cerne,o fenómeno das "bolhas" estranhamente não foi mencionada.Aquilo que eles procuram só vai dividir e fragmentar a atenção!!!
É uma estupidez glorificar este recurso,pois passa a impressão de nivelar por baixo no ensino,quando no fundo eles recorrem para tentar se ajustar aos alunos bons numa determinada disciplina.A questão é preocupante e vai longe,até pode ser um alerta no aproveitamento,por exemplo:ocultar o desempenho na avaliação ou notas entre medianas a medíocres e neste sentido aconselha-se aos pais a não permitirem a dependência de vídeos do Youtube,contudo são excepções.
Portanto é um exagero,a não ser que sofram de lacunas nem sempre detectadas,o ideal seria dizer que usam como actividade dos exercícios mandados pelos professores.
Alinhar neste modelo de aprendizagem é subjectivo,recomendar de ânimo leve também não é a solução,pois os pais menos informados ocupam-se em acompanhar conteúdos corriqueiros a acharem que são didácticos e vantajosos para os miúdos e acontece que se baralha por falta de experiência ou por não seleccionar o vídeo adequado aos filhos e neste ponto devem ser conscientes e participarem melhor na educação porque o consumo de conteúdos vagos e pouco pedagógicos dispara nas mãos dos que detêm maior autonomia,sendo prejudicial quando não há auto-controlo.

sábado, 4 de abril de 2026

O dilema da verificação de factos

Saudações sinistras!
O tópico desta mensagem é sobre verificação de factos.
Foi deparado um artigo curioso a incidir na solução contra a desinformação do qual se discorda completamente.
Ora o projecto é discutível,pois vai empobrecer ainda mais os jornalistas ao substituir a verificação manual pela automatizada.
Tecendo uma dissertação,a afirmação de que envolve tempo e recursos é uma justificação para encobrir a falta de profissionais formados em retórica,optando por um meio de faz-de-conta que auxilia a detectar os dados,apresentando um resumo e o irónico é ter desenvolvido em inglês:porque será?Porque em português da perspectiva da investigadora informática não compensa.
Há notícias falsas que são disseminadas online pelos próprios mecanismos automatizados e há notícias falsas criadas pelo imediatismo do momento que é comum.Só é preciso saber distinguir:neste caso ocorre devido à concorrência de fontes que torna num pronto a viralizar,por vezes com fins de entretenimento ou de publicidade enquanto que no primeiro são simplificadas,nocivas e até difíceis de controlar.
Confirmar se uma edição é autêntica não é um hobby,é prestar serviço de informação de qualidade,do contrário,conduz a juízos errados reforçando convicções.É esta a razão principal de ser importante haver pensadores éticos que são a base da investigação e que fundamentam os argumentos:esse projecto só treina consoante a matéria disponibilizada pelas fontes.
Além de ser oportunista,foi inconsequente.
A ferramenta de pouco ou nada vai valer,já que não acompanha o nível de sofisticação e sim de veracidade,ou seja,ditaduras de opinião camufladas de verdades e seguras de serem lidas pela audiência!!!E em seguida os jornalistas classificam de notícias fiáveis porque como a margem de comparação é reduzida,vê-se melhor se determinado excerto é aceitável ou não.Portanto,não se trata de lógica e sim de vontades de vender notícias enquadradas no que é socialmente favorável pela maioria,beneficiando neste sentido a avaliação das evidências que acharem necessárias.O único risco é de haver obviamente informação polarizada,pois recorrer à inteligência artificial não significa competência e sim um modo de aldrabar trabalhos complexos com conteúdo previsível e isto implica ir de mal a pior.
No fundo é uma revisão leviana e primária que não acrescenta pontos de vista,apenas sugere a identificação solicitada pelo jornalista para ver se é correspondente com a pesquisa pretendida.
Sem o exercício de raciocinar não se pode chegar a uma conclusão clara e as pistas inseridas são insuficientes:os jornalistas só vão buscar impressões e fragmentos de texto,iludindo a quem está alheio desta área ou faz a mínima ideia de como funciona sendo sem dúvida um detalhe altamente decepcionante que influencia em peso a visibilidade da notícia.
Por outro lado,a iniciativa retira capacidade crítica,aumentando as más interpretações nomeadamente clichés.O bom senso não gera modelo de negócio:o público é atraído pela indignação constante fabricada e o algoritmo entrega conscientemente.Os profissionais de imprensa usam o sistema de inteligência artificial por desespero e distrair da realidade é a palavra de ordem.
Se continuar assim,eles também vão ficar com o cérebro viciado e mal-habituados...é uma questão de evitar mexer no que já foi falado porque são boatos que metem a circular e o organismo de verificação de factos foi inventado com o intuito de baralhar a cabeça dos leitores só que ninguém notou!É justamente uma actividade de ocupar os licenciados em comunicação social mandando fiscalizar narrativas que suscitem falácias:eis o dilema!
Longe de estar associada ao escrutínio e sim em plagiar no que der lucro às editoras!!!Daí o investimento na tecnologia digital para obter respostas práticas.
Quem embarca no "navio" da IA tem de estar preparado para lidar com a série de problemas que a ferramenta carrega e é extremamente negativo para o consumo de informação...a estratégia dos investigadores consiste em defender os gostos das massas,desencadeando reacções.Logo os profissionais estão-se a lixar para as desvantagens,desde que encontrem algo que se concorde não hesitam em emitir no ar.
O segredo da ferramenta ser utilitária é por acarretar custos baixos para a carreira:eles não têm noção do perigo para a democracia!Só pode sair quando se garante ser legítima e o enunciado está registado,se não é uma verificação de factos efémera.
O projecto concebido que vem mencionado,é o sucesso dos programadores:são eles que entendem o assunto,o resto é percepção deturpada da verificabilidade.
E a fechar,termina-se com a citação:"quando se inventa o navio,também se inventa o naufrágio". (Paul Virilio - filósofo francês)

"O discurso é o rosto do espírito." Séneca

"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .