sábado, 28 de dezembro de 2019

Síndrome de Peter Pan

Nesta mensagem vai-se descrever a tão famosa mas pouco conhecida síndrome de Peter Pan.
Após uma breve pesquisa efectuada,constatou-se através dos resultados obtidos de que a informação disponibilizada aparece sob a forma de condição clínica retratando os sintomas,não havendo propriamente matéria a explicar no sentido literal,pelo que chegou a altura de abordar este tema.
Ora nos dias que correm,a sociedade fomenta em todos os meios o conceito de eterna juventude que dita um novo paradigma de gente inconsequente e sem regras e atinge sobretudo o público-alvo com educação permissiva e os que saltaram alguma parte do crescimento por vários motivos circunstanciais tornando mais tarde num Peter Pan para compensar a vivência que perdeu.
É um ideal lamentável e tremendamente de mau gosto onde se apregoa o descartável para não se chatear,ou seja,o intuito das frases/correntes fantasiosas lançadas por aí,é reduzir a pessoa a uma vida superficial e sem nenhum valor moral,semelhante à rebeldia de adolescente.O fenómeno a que se assiste é transversal:inclui ricos e pobres,homens e mulheres e caracteriza-se pelo pavor em envelhecer,sentem-se ameaçados com seriedade,odeiam individualismo,culpam os outros pelos desgostos,são egoístas,enfim...é o verdadeiro complexo de gugu-dadá em versão adulta.
Para entender melhor,aí vão as vinte pistas para detectar o perfil de um Peter Pan (vulgo forever young):

1 - são frágeis para enfrentarem os obstáculos;

2 - armam-se em espertos;

3 - têm fracos estímulos cognitivos e pouca concentração;

4 - são guiados pela lei do menor esforço;

5 - são fáceis de serem enganados;

6 - baseiam-se na relatividade,isto é,embora andem sempre bem dispostos,enérgicos e sorridentes não são confiáveis;

7 - são péssimos líderes e colaboradores devido à má orientação e irresponsabilidade no trabalho;

8 - não suportam estarem sozinhos ou em silêncio;

9 - são visuais:só acreditam numa determinada situação invulgar quando vêem,se não vêem algo e mesmo que alguém conte,é como se não existisse para eles e deixam de ligar à novidade!(a não ser que venha de um amigo ou mostre uma prova);

10 - é comum gerarem equívocos devido à linguagem pobre,vaga e até enrolada;

11 - pautam-se por comportamento social imaturo;

12 - pensam enquanto falam e não sai nada de jeito por causa da impaciência e por serem psicologicamente instáveis;

13 - são convencidos,têm necessidade constante de afirmação e são ressabiados;

14 - apesar de formarem um vasto círculo de amizades,os Peter Pans são no fundo preconceituosos,tacanhos e ranhosos!!!Por serem flexíveis,não conseguem estabelecer proximidade,não prestam para guardarem segredos e há grandes hipóteses de conflito entre os membros;

15 - têm baixa percepção de auto-estima e beleza:são um pouco inconscientes e ignorantes (por vezes retardados) na meia-idade;

16 - são passivos-agressivos e odeiam ser criticados;

17 - têm dificuldade de auto-controlo durante a conversa ou discurso nem são lá muito bons a acompanharem o fio condutor ou a lógica,interrompem diálogos e acabam por misturar assuntos,tendo obviamente memória curta;

18 - são rascas a comunicar por falta de disciplina a não ser que tenham agilidade e coerência verbal,ou seja,são distraídos e enganam-se frequentemente por falta de habilidade cerebral;

19 - não há nenhuma lição a aprender com eles.A "personagem" ao contrário do que foi incutido,não é um sonhador e sim um vilão!!!

e finalmente,a pista número 20 - são dissimulados.

Há falta de discernimento entre o aceitável e o reprovável por isso as linhas estão esbatidas,daí ser incompreensível adultos com modos de miúdos do sexto ano e modas desadequadas...também não implica ser vulgar nem deprimente com a idade.Alargar a adolescência é medíocre e tóxico,pensamento proveniente de pseudo-psicólogos.A síndrome jamais deve ser normalizada porque é um sinal do qual o marketing aproveita erradamente para transmitir a imagem de um adulto infantilizado!!!
Os Peter Pans estão longe de serem referências para alguém por causa da baixa capacidade de sensibilidade e em criar vínculos duradouros:são adultos com fraco nível de inteligência emocional e não se identificam com os antigos ideais cuja pessoa mais velha deve prezar pela decência,juízo e bom-senso em qualquer ocasião,estão metidos "dentro de uma bolha",são contra os bons costumes do respeito e como não sabem aconselhar o próximo,preenchem a carência decorando mantras e frases sem nenhum teor,com o falso pretexto de descomplicar!
Uma personalidade jovem,dinâmica e com estilo é só para quem cultiva esse espírito porque requer um conjunto de hábitos práticos!!!
Numa fase é irritante e faz impressão ser mole para se impôr,não ter maturidade,um plano nem histórias para contar...algo não bate certo porque geralmente é preocupante;é fundamental ir adquirindo experiências ao longo dos anos para não serem um mau exemplo perante os mais jovens,por muito que se diga,o tempo passa e infelizmente nem todos se aprimoram!É uma questão de desenvolvimento psicoafectivo.
Concluindo:tal como o título indica,a síndrome de Peter Pan não deve ser confundida com uma crise nem em assumir mentalidade jovem e sim um bloqueio na construção de auto-estima.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Digitalidades

Saudações desalmadas!
O tópico desta mensagem vai ser sobre influenciadores,memes e assuntos dentro da temática digital.
Há já um longo período,descobriu-se aleatoriamente um artigo que chama a atenção para a preservação da privacidade.
Após efectuar uma pesquisa detalhada,constatou-se estranhamente através dos resultados obtidos de que a informação disponibilizada é escassa e dispersa no que toca a memes e imagens,ou seja,aquilo que foi retido é vago,impreciso e não tem nada de útil pelo que chegou a altura de abordar esta matéria.
Ora desenvolvendo,está na hora de salientar a profundidade do tema.
Os memes que tanto se ouve falar por aí,são espécies de caricaturas,gifs,frases,vídeos e imagens que representam emoções e estados de alma,dando ênfase às reacções,situações inesperadas ou partilhas espontâneas e surgem como resposta às interacções relacionadas com humor levando a imprimir animosidade.
São personagens de uma figura real,alterada ou imaginada cedida por pessoas normais e editadas por artistas anónimos,muitas vezes fora do contexto para serem divulgados em vários meios,destinados ao entretenimento,por exemplo:comparações,sarcasmo,moral,sensibilidade,etc. com a capacidade de suscitar diálogos.Contudo,onde se encontra a legislação para os criativos comuns?Isto contrasta com gente que não tem o hábito regular de conversar com pessoas e conhecidos e pouco participativas a nível intelectual...apesar de terem piada,a durabilidade dos memes é curta ou então vai sofrendo alterações com o passar dos anos.
A cultura visual infelizmente gera sempre tráfego ao site ou página,sinal de conformismo e hipocrisia e os memes obviamente não escapam à seriedade dos direitos de imagem:é fundamental ter cuidado na exibição de determinado tipo de fotos,pois corre-se o risco de gerar má-interpretação,de cair em graça,de causar embaraço ou constrangimentos.
Novas formas de comunicar contribuem para a expansão da cultura e aqui alerta-se para a relevância da área digital.
Nesta era oferece-se wi-fi gratuito fora de casa para aumentar o consumismo e dependência tecnológica por isso a acessibilidade à internet faz com que as pessoas se tornem (diariamente) mais ocupadas e conectadas aos dispositivos móveis,gerindo tudo ou adquirindo experiências a partir do bolso.
A normalização de filmar ou fotografar com o "smartphone" algo circunstancial visto na rua só para ter assunto,pode ser perigosa e invadir a liberdade dos outros!!!Há uma responsabilidade a ser assumida na exposição,ou seja,é preciso ter noção de que se apanha audiência em larga escala em todos os espaços digitais,daí ser discutível por questões éticas.
Houve mais um artigo curioso acerca das Google imagens.
Neste caso,o surto de marketing de influência é o principal culpado por insuflar egos:os ditos empreendedores digitais,trouxeram uma carreira do qual a base gira em torno da imagem,número e visualizações.
Os influenciadores não acrescentam rigorosamente nada de especial,além disso era suposto haver um estatuto para os que trabalham com plataformas de comunicação...há que prezar pela originalidade e desenvolver talentos.
Actualmente,transmite-se a ideia errada de auto-estima (através de "gostos") e de um falso conforto de que alguém sem seguidores não vale nada e é um fracasso,porém,deve-se ter consciência de que na internet tudo tem visibilidade.
Voltando ao segundo tópico,pesquisar imagens directamente no Google para encontrar inspiração ou simplesmente complementar conteúdo produzido,é um acto comum.
O motor de busca recolhe sugestões daquilo que foi comandado,por isso aparece o aviso de que estão sujeitos a direitos de autor/imagem e são retiradas de bancos de imagens,fornecidas por utilizadores que adquiriram uma licença ou propriedade intelectual...é um detalhe que raros reparam e geralmente é ignorado:quem é que foi definir que nem todas as imagens do Google pertencem ao domínio público?É uma estupidez pedir autorização de uso se já estão disponibilizadas para o mundo!Talvez seja por motivos de credibilidade do criador,referindo meramente a ilustrações onde incluem pessoas,claro!!!
Como é que se pode proibir um utilizador de reproduzir fotos se circulam livremente pelas fontes?As imagens ilustrativas saem logicamente de um site de arquivos,resta saber as condições de utilização legal.
Quanto ao tema em si,a actividade online dos influenciadores não é segura.Eles incutem irrealismo e competitividade em mentes vazias porque o objectivo é justamente focar em reputação,ou melhor,na proximidade com os seguidores.No entanto,não pode servir somente para medir popularidade e aqui,eles estão absolutamente enganados:os números e o tráfego são voláteis e não se pode controlar!
Eles geralmente têm "perfil" formatado,filosofias de algibeira e reproduzem discursos para aproveitarem a vantagem.Por outro lado,o que vai acontecer futuramente com as fotos que eles espalham na web?No fundo não atraem interesse de jeito nem têm significado...só disfarçam superficialidade arranjando um pseudo-argumento.
O que mais baralha acima de tudo,são pessoas que pessoalmente não têm coragem de exprimirem sentimentos,serem receptivas a amizades ou de fazerem parvoíces mas paradoxalmente são capazes de captarem fotos desses momentos e exporem a centenas de desconhecidos no ecrã a fim de agradarem e de ganharem uma aprovação bacoca e artificial online!!!Isto revela serem desprovidas de personalidade e também de humanidade,pois verifica-se uma tremenda falta de exigência em termos digitais...incentiva-se ao parasitismo por todos os cantos em vez de se aconselhar a deixar uma marca concreta!As pessoas comuns usam o poder das redes sociais para compensar a falta de estímulos cognitivos.
Portanto,é escusado impingir um modelo-padrão daquilo que é classificado de ídolos contemporâneos:na maioria das vezes são indivíduos independentes da área de empreendedorismo digital a venderem conteúdo preferido pelos seguidores de modo a alcançarem destaque,sendo que não passa de lixo emitido nas respectivas comunidades inscritas pelos influenciadores.
Sem dúvida que por falta de orientação,inunda rasquidão!Quanto aos memes,até que ponto é permitido a criação?Por exemplo,não há problema em copiar fotografias de alguém popular/influente para serem usadas como suporte material de projectos e base de apresentação de textos,artigos pedagógicos,científicos e culturais?
Resumindo:a temática digital é a "gota de água",talvez mais tarde venha a disseminação de conhecimento para reflexão.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

"Pôr a carroça à frente dos bois"

Esta mensagem vai ser sobre andar de bicicleta.
Há já um tempo,houve uma notícia do qual se discorda totalmente.
A Estratégia Nacional para a Mobilidade Activa não tinha nada de meter as escolas ao barulho se o objectivo é tornar obrigatório aprender a pedalar e sim é algo a constar na disciplina de educação física.
O governo tem cá uma lata!A medida sobrecarrega desnecessariamente os alunos:aprender a pedalar devia fazer parte do currículo familiar,pois não tarda nada vai substituir os pais.Eles estão a investir muito mal quando há tanto por fazer na população em geral,principalmente quem for financeiramente carenciado e não tem possibilidades de andar de bicicleta...a dita estratégia é injusta e discriminativa,chega a roçar patética de tanto querer que haja mobilidade;ainda por cima o governo incutiu isto no alvo mais novo,sendo uma publicidade descabida porque não se vai obter nenhum resultado concreto,ou seja,eles só tiraram vantagem para receberem aceitação no público influenciável que neste caso são os adolescentes e enquanto for sempre a camada jovem,é escusado esperar mudança de hábitos.
A proposta não deve ser reduzida num negócio ou num alarde político e sim ser dirigida aos adultos que tinham mais direito!A nutrição exclui igualmente pessoas pobres,portanto andar de bicicleta é um privilégio só de alguns.
É lógico que pedalar gera benefícios económicos,ambientais e de saúde porém a medida é absurda:o governo primeiro tem de criar condições e oferecer segurança nas estradas,falta políticas em defesa de veículos não poluentes,infraestruturas e rede de transportes a fim de formar cidades sustentáveis!!!
Este país é uma piada!A educação ecológica vai no começo e eles usam o falso pretexto da pegada em vez de dar soluções justas:será que eles pensam para onde vão parar as bicicletas quando se estragam e não há conserto?Quem vai disponibilizar tantos velocípedes?São questões importantes bem como a acessibilidade,se não há esta preocupação por parte da Estratégia Nacional para a Mobilidade Activa,arrisca-se a ser uma medida superficial.
O artigo faz jus ao provérbio "pôr a carroça à frente dos bois" e é de mau gosto priorizar alunos porque isto não está relacionado no âmbito do exercício escolar e sim para pessoas,são assuntos diferentes da mesma área.
Aí salienta que vai haver um "quadro de referência para formar e certificar monitores"...a sério que os monitores de bicicleta vão ser um novo emprego?!A notícia devia ter esclarecido a este respeito.Isso é indicado para ocupar indivíduos ligados ao desporto de ar livre que estejam desempregados ou aqueles que saibam regras básicas do código de estrada,certamente não vai atrair mais tipos de pessoas alés destes já aptos a serem ciclistas!Parece um gozo,custa acreditar,viram tudo ao avesso!
Cá não se incentiva a usar uma bicicleta para se deslocar,eles vão levar essa medida como um divertimento:no fundo é um passatempo que não acrescenta rigorosamente nada de interessante e há falta de bases para poder circular sem problemas.
Esta proposta é apenas "carne para canhão" para transmitir a impressão errada de que as crianças e jovens andam de bicicleta nas escolas,semelhante aos países desenvolvidos...não passa de uma mera imposição para inglês ver.
Fazem-se tantos cursos superiores para lançarem uma simples ideia de manterem os jovens activos?Lamentavelmente os que se deviam mexer e pedalar não são controlados e sim deixados de fora ao desenrasca ou praticamente é como se não existissem!Era suposto dar oportunidade a quem não tem hipótese de experimentar pedalar...qualquer dia ser ensinado a andar de bicicleta pelos pais não vai ter valor precisamente por esta estupidez.
E a propósito deste assunto:quem é que vai fornecer o equipamento?Mais uma razão de que a notícia não convence,soa a notícia falsa ou vai que na volta vai-se pedir que cada aluno traga de casa.
Explicando o provérbio,a "carroça" são as crianças e os "bois" são as pessoas adultas que deviam se mexer e alterar comportamentos,no entanto para este público nunca há novidades!
É o costume "pôr a carroça à frente dos bois".

segunda-feira, 10 de junho de 2019

O desenvolvimento da cidadania

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Saudações!
Este tópico vai ser sobre o papel dos alunos.
Após um longo período de pausa,foi deparado um artigo cuja abordagem se refere à passividade dos alunos no contributo de uma cidadania activa.
Ora a publicação centra-se num ponto crucial:a redefinição do modelo de ensino.
No terceiro parágrafo,o autor apresenta uma perspectiva irreal da maioria dos professores afirmando que "são os professores que tomam muitas das decisões importantes sobre a vida dos seus filhos.E são os professores que muitas vezes ajudam os alunos a tornarem-se mais independentes,responsáveis e autónomos nas suas tarefas",do qual ele está absolutamente enganado e contradiz com o parágrafo seguinte,além disso,uma ideia não pode ser realizada sem a dita aprovação,do contrário,é escusado dizer que os alunos não valorizam a escola e sofrem de falta de autonomia!!!
Isto acontece frequentemente porque a escola precisa de ter noção do poder que desempenha em vez de continuar a ser conformista,e isto existe porque ainda há professores conservadores retrógrados a dominarem o sistema de ensino que têm uma visão redutora e preconceituosa daquilo que é ensinar e recusam a evolução na aprendizagem justamente por serem autoritários e terem ideologias que não se enquadram com o conceito actual de ensinar,ou seja,eles acham que a cultura só se adquire através do que é impingido nos manuais escolares,teorias e estudos exaustivos e para eles isso não se questiona,o que obviamente é grave,pois o convencional já não faz sentido nem capta a atenção dos alunos.
É suposto com que a escola seja um espaço de partilha de conhecimento e de experiências:eles têm de perceber que os alunos deviam ser dotados de mais responsabilidade e serem mais activos na comunidade escolar...os professores deviam deixá-los desenvolver projectos para eles aprenderem sozinhos,como por exemplo,quando mandam executar um trabalho no âmbito de alguma matéria só para o agrado do professor,dão a impressão de um modo limitado de pensar e impede o aluno de expandir os horizontes;no fundo é esta formatação que leva ao desinteresse por não se identificarem e assim torna-se escabroso!
É importante dinamizar o papel do aluno,implementando algo produtivo,a começar por incentivos positivos de alunos para outros alunos,suscitando discussões com temas adequados à idade e grau de compreensão deles e esforçarem-se por eles próprios para alcançarem um plano em conjunto,onde o professor numa determinada circunstância pode ser o guia para eles explorarem um assunto favorito associado à disciplina.
Para serem os alunos a mandarem,convém que a aprendizagem seja uma troca de informação que deixe gerações aptas para enfrentarem desafios sociais e este problema também está relacionado com a formação para a cidadania,uma disciplina que os professores costumam ignorar por considerar erradamente que os princípios cívicos devem ser transmitidos em casa e não nas salas de aulas para não se chatearem,uma vez que eles sentem-se intimidados/provocados com o confronto de ideias diferentes,depois rejeitam por serem intolerantes!!!
É fundamental permitir com que adquiram práticas úteis para a vida futura na gestão extracurricular,fazendo projectos pedagógicos que visem a comunidade a despertar-consciências,aliás,qualquer tipo de conteúdo educativo nunca é demais nem que seja jogos didácticos...parte da vontade do professor em priorizar outras formas de aprendizagem,se não eles não vão chegar a descobrir as capacidades que possuem.
Já é tempo dos professores estabelecerem confiança com os alunos fornecendo bases suficientes a fim de terem competências em várias áreas,extremamente necessárias para as próximas décadas sendo esta a razão de se envolverem em actividades constadas nos programas sobre aquilo que aprendem.
Eles deviam incluir requisitos a nível social,intelectual,comportamental,digital,cívica e interpessoal na avaliação para os alunos terem noção de que a longo prazo as empresas vão exigir estes critérios e qualidades humanas com a finalidade do trabalhador saber valorizar o espírito de equipa,algo que nos dias que correm é um autêntico faz-de-conta devido ao analfabetismo das chefias a ocuparem os cargos!Talvez procurem candidatos fora das normas habituais de contratação:mais tarde vão deixar de seleccionar pessoas "mecânicas" em detrimento de alguém profissionalmente multifacetado porque são facilmente adaptáveis a qualquer posto básico,daí a escola ter um peso em promover flexibilidade no ensino de modo a haver cidadãos de acordo com o mercado de trabalho porque os padrões de empregabilidade vão mudar e os professores têm de acompanhar a época.
Resumindo:a escola só se vai tornar um espaço melhor se os alunos tiverem ferramentas para inspirarem as pessoas com quem lidam diariamente.

quarta-feira, 6 de março de 2019

O papel do podcast

Saudações eternas!
O tópico desta mensagem vai ser sobre o papel que o podcast desempenha nos dias que correm.
Há uns tempos,surgiu um artigo interessante repleto de publicidade referente aos podcasters ao longo do texto.
Ora desenvolvendo,um podcast é o formato áudio de comunicação menos conhecido deste século.
Um podcaster é equivalente a um locutor de rádio e de entre todos os meios,este é o mais fácil porque não requer grande material:o equipamento basta ser um aparelho que esteja à mão para efectuar a gravação,por exemplo,um Ipod ou um recurso mais acessível,o resto o utilizador tem de saber dominar para editar o podcast online.
Ambos são passivos e carecem de diálogo com o interlocutor,ou seja,é o único meio de comunicação onde se pode falar como se estivesse ao telefone com alguém,com a diferença que há pouca interacção directa com o ouvinte/seguidor.
O podcast praticamente é uma nova dimensão do qual é preciso ter jeito para falar ou arrisca-se a ser enfadonho!É uma forma de divulgar informação através da oralidade recomendado aos que não gostam de se esforçar.
A pessoa pode escolher preservar a identidade ou manter-se anónima,porém há inúmeras desvantagens:há pouca hipótese de participação e a longo prazo as faixas deixam de ter importância,sobretudo se o tema estiver relacionado com celebridades.
Apesar de não ter quase nenhuma utilidade,serve para animar o público-alvo com humor,temas de conversa do dia-a-dia,atiçar curiosidades e contar histórias fascinantes.
Um podcast é ideal para passar o tempo e não tem grande valor.O registo falado diverge do registo escrito,isto é,o discurso do podcaster é imprevisível e por isso o ouvinte tem de ser paciente se for daqueles que prefere ouvir alguém a divagar do que ler...trata-se de uma questão de estabelecer rapidamente vínculos com o cibernauta ou fã,tal como se sucede numa conversa cara-a-cara,cria-se laços só que à distância.
Por outro lado,não se encontra nada de produtivo em ser podcaster:a matéria concentra-se em ficheiros áudio pouco credíveis do qual é preciso silêncio para ouvir alguém a emitir algo que não se sabe ao certo o que é mas partilha-se gostos em comum.
Há também uma dúvida a ser esclarecida:como é que o conteúdo permanece a nível histórico?As faixas publicadas vão caindo no esquecimento pela comunidade,tornam-se rasas e desconexadas...o áudio é uma espécie de tempo de antena onde a pessoa expõe uma opinião,fala de tendências actuais ou se distrai numa sessão de tertúlia.
O podcast capta mais a atenção da audiência que os restantes meios!
Resumindo,é uma ferramenta que oferece um papel activo em termos de dinâmica semelhante a um canal de rádio.

domingo, 13 de janeiro de 2019

O culto da (des)informação

Resultado de imagem para informação digital
Saudações desalmadas!
Este tópico é sobre o culto da (des)informação circundante nas plataformas sociais.
Há uns tempos,numa revista virtual de comunicação digital,descobriu-se aleatoriamente um artigo do qual se discorda completamente.
É um site óptimo que aborda diversas temáticas,no entanto,o autor ao expôr essa visão,revela uma tremenda falta de noção e uma dose de ignorância neste assunto além disso nem sequer conseguiu ser imparcial...só reproduziu um cliché alterando o discurso!
Ler notícias nas redes sociais não é nenhum caminho perigoso,muito pelo contrário,é a forma mais acessível de obter informação do que ir directamente ao site!Essa ideia de conteúdo relevante das duas,uma:ou não existe ou é subjectiva porque nisso o leitor tem de ser selectivo.
Alguém que não compreenda esta matéria,vai achar que ele tem razão mas não é bem assim:os algoritmos marcam consoante o que os utilizadores pedem para aparecer no feed de notícias.
Geralmente aquilo que é interessante os editores não publicam,a pessoa é que tem de procurar em sites específicos e é suposto saber discernir aquilo que vai captando no meio do excesso de informação.
Uma rede social pode ter tanta importância quanto um livro,o utilizador é que tem de criar coisas úteis e propiciar qualidade em vez de esperar que os órgãos de comunicação tragam diariamente lixo onde não se incentiva a raciocinar e a debater,aí sim já é um erro crasso e perigoso!Jamais se deve depender do que se partilha nas plataformas:a internet é um vasto universo que usado de um modo consciente traz inúmeros benefícios a nível cultural.
Neste caso,uma rede social ainda continua a ser versátil e esse autor não tem o direito de ditar que o consumo de informação instantânea é mau,é o mesmo que proibir o utilizador de ler novidades levando a perder o melhor.
Se a internet é um veículo de comunicação democrático,evoluir intelectualmente é urgente,isto é,a própria pessoa é que deve assumir o controlo subindo a fasquia daquilo que quer acompanhar na actualidade e não as plataformas!!!Subscrever newsletters e RSS pertence ao passado e não se recomenda a não ser que seja conformista.
Ignorar a informação rasca é a solução.O utilizador tem de aprender a exprimir livremente e não seguir um autor que começou por dar um péssimo conselho aos leitores da página,basta ter a capacidade de interpretar e analisar se aquilo que leu e foi emitido é verdadeiro ou falso.
Nos dias que correm,uma rede social desempenha um papel poderoso do qual é preciso despertar mentes neste âmbito,por exemplo:o clickbait serve para aumentar o número de visualizações pelo título e gerar comentários provocando a curiosidade do público,girando em torno de uma espécie de aprovação bacoca.
O intuito das plataformas é justamente moldar a visão do utilizador,baseando no histórico de acções,popularidade e feedback e não em conteúdo duradouro e sério. 
O autor do texto também é culpado porque vai influenciar uma horda de desprevenidos com essa dica e criar uma bolha redutora de pensamento...a perspectiva dele é superficial e irreal e não estimula o utilizador a desenvolver o intelecto e a argumentar em relação à (des)informação.
Nota-se que ele não tem conhecimento suficiente de como se processa informação relevante,apenas debitou no ar uma mera opinião sem nenhum fundamento crítico proveniente precisamente desta consequência.
O segredo é navegar na internet e verificar se o conteúdo disponibilizado é digno de ser absorvido,porém há um detalhe oculto:o utilizador tem de se exigir no grau de literacia.
Uma plataforma é um serviço gratuito ao alcance de qualquer pessoa e por isso deve-se evitar expôr ou partilhar o que quer e apetece só pelo facto de um órgão de comunicação social ter impingido,ou seja,é um truque para espalhar ruído e notícias indesejadas.
O utilizador tem de colaborar na redefinição de informação consultando e incluindo regularmente todo o tipo fontes fiáveis por exemplo:sites,portais,páginas,blogues e espaços de discussão porque a imprensa manipula em favor de lucro fácil ao anunciante que paga aos jornalistas para venderem notícias sensacionalistas em detrimento de notícias instrutivas.
Uma dica de ouro passa por ler o que foi partilhado digitalmente e se esforçar para confirmar se é original e não cópia para tirar vantagem ou fazer concorrência!!!Escrever é uma componente principal,logo se está pouco coerente é óbvio que se trata de desinformação.
O utilizador tem de determinar um padrão do que quer acompanhar,praticando a habilidade de buscar qualidade,se não o conteúdo encontrado online vai permanecer efémero e em função de reacções e "gostos" que no fundo não dão veracidade nem traduzem nada.
É lógico que o autor do texto está absolutamente enganado!Convém esclarecer esta fraca percepção e não normalisar.
Cultivar informação útil vai além de ler notícias nas redes sociais.
"O discurso é o rosto do espírito." Séneca

"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .