Este tópico é acerca da proposta da nuvem soberana.
Foi deparado um artigo em relação ao documento da tão aguardada infraestrutura.
A ideia é controversa:enquanto o país estiver dependente da UE e outras fontes externas a deterem o monopólio digital,vai ser uma soberania condicionada!!!
Pelo que foi constatado,não existe nenhuma informação disponibilizada deste plano estratégico,pelo que trata-se de uma hipótese teoricamente aprovada para a transformação e reforma tecnológica do Estado contudo,o problema foi abordar de modo geral.
Ora analisando o pdf descarregado nesse link com cerca de catorze páginas,o sistema de computação adoptado na administração pública é razoável.
Na página 6 já erraram ao apresentar um esquema de classificação dos diferentes níveis de exigência de dados,ou seja,todos são iguais e estão no mesmo patamar de segurança,excepto os básicos.
Para pôr em acção,vai uma discrepância significativa até porque há um histórico de pendências em várias vertentes dentro desta área.
No fim,só aparece listado a formação de profissionais em soberania digital,deixando dúvidas de como se vai dotar e captar especialistas.Citando as duas alíneas:"Formação de,pelo menos,10% dos especialistas de informática da administração pública em soberania digital até 2028" e "Formação de,pelo menos,1000 dirigentes e gestores de projecto da administração pública em soberania digital até 2030".São metas particularmente curiosas elaboradas pelo conselho de ministros.
Determinou-se perfis dificéis de serem encontrados.Neste caso,há poucos especialistas em soberania digital:como é que se vai conseguir formar em curto prazo?É absolutamente irreal!!!
A maioria dos que trabalham em informática na administração pública,tem fraco conhecimento e são formatados para saberem aquilo que convém no desempenho,havendo um fosso entre ser entendido e ser experiente que é comum e confundido com alguém competente,do qual infelizmente nem todos estão vocacionados para ocuparem o cargo,pois é preciso ter primeiro um curso e só depois ascender à especialização...este método é superficial e enganoso que só serve para controlar os profissionais,carimbando com o falso rótulo de "especialistas",devido à imposição e obviamente não pode ser cumprida justamente por ser relativa!
Quanto à formação de mil dirigentes e gestores de projecto,já é mais viável:operar e manter a nuvem requer competência técnica e funcional e neste requisito as condições estão favoráveis,aliás é recomendável que se comece por cima na hierarquia e não ao contrário.
As qualificações em soberania são relevantes para a ordem e identidade do Estado.Actualmente o mercado laboral situa-se no nível inferior de consolidação de dados de empresas,havendo líderes que nem sequer são capazes de compreender o alojamento digital próprio porque certamente usam truques para facilitar a procura e contam com sofisticação da inteligência artificial para puderem ser flexíveis e ficarem livres de sobrecargas:esta infraestrutura só vai acrescentar burocracia,por norma eles andam mal-habituados e nesta parte ter autonomia é fundamental para a máxima eficácia!
A ARTE e a CNCS são as entidades responsáveis pela gestão de recursos humanos.
Voltando ao início,o plano no fundo é um tapa-buraco para os coordenadores se entreterem a regular as empresas,visto não terem nada para fazer...é uma questão de passar a impressão de inovação quando paradoxalmente se despreza a degradação do sector:portanto é um investimento mal canalizado e exagerado,típico do socialismo que não permite progressos e onde se compensa ser esperto e fingir que se tem noção de encriptação e na verdade ser desenquadrado no projecto!A desvantagem é perder capital em detrimento da componente utilitária.
Ser gestor de projecto é meramente um estatuto inventado porém é estranho não se esclarecer onde esta actividade vai ser exercida...o intuito é empregar oportunistas com baixo Q.I. a mandarem nos que têm uma visão âmpla de soberania digital para disfarçar a ignorância neste domínio,deturpando a definição da vaga:a nuvem é uma ocasião para reciclar carreiras.
Continuando,por um lado o plano é imaturo porque acompanha uma fase primária e diluída da tecnologia digital,por outro lado é excelente ter um servidor especial só para a administração pública,assim iria ser acesso restrito aos profissionais credenciados.
A lógica deles é pura brincadeira e a sugestão também não é nenhuma novidade,simplesmente é uma especulação.
Resumindo:a estratégia é efémera pois não existe organização suficiente para garantir a matéria-prima das empresas,tornando o país atrasado e longe da vanguarda digital!!!