quinta-feira, 15 de abril de 2010

Reality-shows e programas sensacionalistas

Ora muito boa tarde!
Hoje venho expor temas de caracter popular e que têm influências no nosso dia-a-dia.
Não sou jornalista,nem estudante de comunicação social,muito menos cientista que anda por aqui a fazer estudos e sondagens acerca de programas sensacionalistas e de audiências.
Pergunto apenas se lembram dos vossos ídolos ou dos vossos concorrentes favoritos de reality-shows que deram na tvi.
Como todos sabem o primeiro reality-show foi o "Big Brother",do qual o vencedor foi o Zé Maria,depois foram aparecendo outros até que em 2005 deu a chamada "1ªCompanhia",em que um grupo de celebridades tinham uma vida de autênticas recrutas,com instrutores próprios da tropa e quem se destacou foi José Castelo Branco.


(Gostei da parte em que ele está a pôr baton dentro do tubo XD)



(Gisela Serrano,ex-concorrente do masterplan,Perdidos e Achados,sic)

É certo que os reality-shows são uma forma das pessoas serem famosas e lançadas para o estrelato e que pode haver certas encenações ocultas (ou não) para mostrar aos espectadores alguma dramatização,mas por exemplo,quando os concorrentes brigam,mostram o caracter real,a personalidade própria porque eles não são actores nem têm guião! (daí os programas serem chamados de reality-show)Só câmeras instaladas pelos cantos para os telespectadores assistirem às suas tarefas.Também é certo que com o passar dos tempos,as ditas estrelas vão caindo no esquecimento pelo público,ou deixam de aparecer na televisão ou então aparecem pelos piores motivos.
Na sic,a produção mais recente de reality-show é o "Achas que sabes dançar?",do qual houve uma equipa de dançarinos que andou a fazer furor na baixa de Lisboa de forma a publicitar o programa.
(Daqui a alguns anos alguém se vai lembrar dos castings do programa X ou do Y do programa B e dos top 10 dos cromos?)

Quanto aos programas sensacionalistas,o talk-show "Você na tv" da tvi é um exemplo disso.
Dois apresentadores barulhentos,que troçam de assuntos tabu e que fazem figuras tristes quando falam de algum assunto polémico.
(Mais valiam serem animadores sociais,mais a Júlia Pinheiro).

O sensacionalismo é uma forma de manipular a informação de modo incompleto ou parcial e apresentar essa informação num formato exagerado ou enganador.A explosão de notícias sensacionalistas em geral resulta em audiência.
A imprensa sensacionalista não se presta a informar,muito menos a formar.Presta-se fundamentalmente a satisfazer as necessidades instintivas do público,por meio de formas sádicas,caluniadoras e ridicularizadoras das pessoas.

"O concurso, com João Manzarra, foi o mais visto de domingo com 1,2 milhões de espectadores. Melhor do que o 'Ídolos'.

Estreou-se no domingo e com o pé direito: Achas que Sabes Dançar?, a nova proposta da SIC para as noites de domingo, foi o programa mais visto de domingo, dominando o horário nobre com 1,250 milhões de espectadores, à frente da novela da TVI Meu Amor (habitual campeã), que fez menos cerca de 7 mil espectadores de audiência média, e bem à frente da outra estreia da noite, o concurso O Cubo, com Jorge Gabriel, na RTP1 (cerca de 595 mil espectadores).
Os três programas começaram e terminaram em horários diferentes, mas enquanto estiveram em concorrência directa - entre as 21.30 e as 22.20 - a vitória clara é da SIC, com 33,5% quota de mercado contra os 30,9% da TVI e os 15,9% da RTP1.
A estreia de Achas que Sabes Dançar superou os números obtido pelo anterior concurso de talentos da SIC, Ídolos. O formato, inagurado em Outubro de 2009, fez 12% de audiência média, o correspondente a pouco mais de 1,1milhão de espectadores.
Uma análise mais minuciosa dos números revela ainda que o concurso apresentado por João Manzarra foi o preferido entre a classe A/B e C1, isto é, nas classe alta e média alta, com 12,2% e14,2% de audiência média, respectivamente. A novela Meu Amor supera Achas que Sabes Dançar nas classes mais baixas, C1 e D, com 13,4% e 18,4%.
A divisão por género, mostra que 10,1% dos homens preferiram o programa da SIC e 9% ficaram a ver a novela da TVI. Com elas foi ao contrário: 16,9% da amostra viu Meu Amor, 16,1% quis ver os cromos e talentos do programa de João Manzarra.
Por idades, a vitória também foi da SIC dos quatro aos 44 anos. Os mais velhos estiveram sintonizados na TVI.
O Cubo manteve-se consistentemente em terceiro lugar, independentemente da classe social (o seu melhor resultado são 7,6% de audiência média entre os representantes da classe D) e do género. A divisão por idades mostra duas curiosidades: o concurso consegue um melhor resultado na faixa etária entre os 4 e os 14 anos (2,7%) do que entre as pessoas que têm entre 15 e 24 anos (1%). E consegue ser mais popular entre os maiores de 64 anos do que Achas que Sabes Dançar? .
Nas contas do dia, a SIC também ganhou com 29% de share. A TVI fez 25,9% e a RTP1 20%."

Fonte:DN Tv&Media

E é assim que o mundo da televisão nos drogam.

www.labcom.ubi.pt/agoranet

*A dona deste blog deseja-lhe um bom resto de dia.*(cheia de luz e magia!)

2 comentários:

Mi disse...

Entendo o que queres dizer. Mas, no que diz respeito ao "Achas que sabes dançar", acho que pode ser um programa com alguma utilidade para além da chiclet mental da maioria dos programas. Penso que pode ajudar a que os portugueses tenham um pouco mais gosto pelas danças clássicas/contemporâneas, porque nos últimos tempos parece que só conhecem as danças de salão e o hip hop.
kiss

Marco Gomes disse...

Lenbro-me mt bem de alguns reality-shows, apesar de ñ ter grande utilidade, muitos atingiram grandes audiencias. Apesar da pancadaria que muitos tiveram ñ deixaram de cativar muitos portuqueses.
Se me perguntares se tiveram algum fim educativo, eu digo-te que ñ, mas sempre deram, e dão para passar o tempo.

"O discurso é o rosto do espírito." Séneca
"A vida é uma simples sombra que passa (...);é uma história contada por um idiota,cheia de ruído e de furor e que nada significa." William Shakespeare
"O homem que não tem vida interior é escravo do que o cerca" Henri Amiel
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão" Cesare Pavese .